May 18, 2020 / 8:39 PM / 16 days ago

CÂMBIO-Esperança sobre vacina contra Covid-19 empurra dólar à maior queda do mês

(Texto atualizado com mais informações)

Por José de Castro

SÃO PAULO, 18 Mai (Reuters) - O dólar caiu 2,00% ante o real nesta segunda-feira, maior queda desde o fim de abril, em dia de maior apetite por risco nos mercados globais por esperanças sobre uma vacina contra o Covid-19 e após notícias de maior consenso entre autoridades das duas maiores economias da União Europeia (UE) para combater a crise do coronavírus.

O dólar à vista fechou a 5,7224 reais na venda, mínima em quase duas semanas. A desvalorização de 2,00% é a mais forte desde 29 de abril (-2,94%).

No piso da sessão, atingido às 14h25, a moeda cedeu a 5,6952 reais na venda, baixa de 2,15%.

Na B3, o dólar futuro recuava 2,17%, a 5,7340 reais, às 17h29.

As operações domésticas espelharam o movimento externo, onde o dólar teve queda ante divisas fortes e emergentes , enquanto as bolsas de valores no mundo inteiro saltaram, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em disparada de quase 4% e o petróleo teve um rali .

“Os mercados de risco tiveram um rali com notícias relacionadas a fundamentos de longo prazo —especificamente a Moderna relatando dados favoráveis sobre vacinas”, disse o conselheiro econômico principal da Allianz, Mohamed A. El-Erian.

A farmacêutica Moderna Inc informou que sua vacina experimental contra Covid-19 mostrou resultados promissores em um pequeno estudo de estágio inicial. A informação fortaleceu expectativas de reabertura mais ampla das economias, ainda afetadas por medidas de isolamento social determinadas meses atrás para conter a disseminação do vírus.

Ajudando ainda mais na queda do dólar, no começo da tarde França e Alemanha concordaram em propor a criação de um fundo de recuperação de 500 bilhões de euros que ofereceria subsídios a países membros e regiões da UE mais afetados pela crise do coronavírus, o que o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou um “grande passo adiante”.

Com a depreciação desta segunda, o dólar está 4,19% abaixo do recorde nominal intradia de 5,9725 reais alcançado na última quinta-feira e a 4,63% da marca psicológica de 6 reais que muitos no mercado ainda acreditam que a cotação tocará.

O Goldman Sachs faz parte desse grupo. O banco revisou na noite da sexta-feira passada suas projeções para o dólar e passou a ver a moeda em 6 reais dentro dos próximos três meses, ante estimativa anterior de 5,25 reais, citando uma atualização aos movimentos do mercado.

A instituição alterou ainda os prognósticos para seis e 12 meses —de 4,90 reais para 5,75 reais e de 4,70 reais para 5,25 reais, respectivamente.

“O real provavelmente vai operar mais fraco que seu valor justo por um período considerável de tempo”, disseram analistas do Golman no relatório.

Edição de Isabel Versiani

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