Quando um sinal na pele aparentemente benigno se torna câncer em estágio avançado
Histórias reais de pessoas do mundo todo que não sabiam que estavam em risco.
Para Sharon, mãe de quatro filhos, de Maitland, Austrália, tudo começou com uma coceira inofensiva na pálpebra inferior, algo que ela não levou a sério até que o incômodo persistiu tanto que ela não conseguiu mais ignorar.
“Notei uma parte escamosa na minha pálpebra, então me pediram para fazer alguns exames,” disse Sharon. “Fiz um PET-Scan, uma tomografia e ressonância magnética, e então recebi os resultados.”
Esses resultados mudariam a vida de Sharon para sempre. O médico disse que ela tinha um caso avançado de câncer de pele não melanoma (CPNM) conhecido como carcinoma de células escamosas (CCE) cutâneo.
Conheça Sharon
Sharon cresceu nas praias da Austrália nos anos de 1950 e 1960, e o protetor solar não era muito usado.
"Minha mãe adorava tomar sol", lembra Sharon. "Íamos sempre à praia e nunca usávamos protetor solar. Usávamos pomada no nariz, depois passávamos óleo de coco, que nos bronzeava." O que Sharon não sabia é que sua pele clara a colocou em um risco muito maior de ter câncer de pele.1
A maioria das pessoas não sabe que CPNMs, incluindo carcinoma basocelular (CBC) e CCE, são os tipos mais comuns de câncer de pele, ocorrendo 20 vezes mais do que o tão conhecido melanoma.2 Em 2020, alarmantes 1,2 milhão de casos de CBC e CCE foram diagnosticados no mundo todo.3
Íamos sempre à praia e nunca usávamos protetor solar.
Sharon
Felizmente, a maioria dos CPNMs são descobertos no início.1 No entanto, em alguns casos, o tumor pode progredir para estágios avançados, em que o câncer cresce profundamente na pele ou entra em metástase, se espalhando para outros tecidos ou órgãos, e se tornando mais difícil de tratar.4,5
Qualquer um pode ser diagnosticado com CBC ou CCE avançado, mas algumas pessoas correm mais risco, incluindo aquelas que já foram diagnosticadas com a doença, quem já foi exposto a raios solares intensos ou por períodos longos, bem como pessoas com mais de 65 anos.1,6
O CCE de Sharon se espalhou para o nervo óptico e os seios da face.
Conheça Laura
Como Sharon, Laura, que vive do outro lado do mundo, em Hamburgo, na Alemanha, ficou em choque quando descobriu que uma pequena ferida infeccionada em sua orelha era, na verdade, CPNM. Ela foi diagnosticada com CBC avançado com apenas 33 anos.4,7
"Fui com a expectativa de tomar um curto ciclo de antibióticos, que terminou com: ‘você tem câncer de pele’", disse a chefe de confeitaria. "Já tinha se espalhado por toda parte. Estava em meus ossos. Tinha se espalhado do meu ouvido para a cartilagem do meu nariz e meu lábio superior. Ele se se sentiu definitivamente em casa."
O CBC avançado de Laura se espalhou para o nariz, lábio e ossos.
Como câncer de pele é mais difícil de tratar quando está em metástase, as próximas medidas podem ser assustadoras para pessoas que, como Laura, receberam o diagnóstico.4,8,9
Laura, cujo câncer ficou sem diagnóstico por mais de quatro anos, consultou vários profissionais da área da saúde depois de descobrir a doença, até ser encaminhada para um hospital que elaborou um plano de tratamento especializado para ela.
Contar com uma equipe médica multidisciplinar foi fundamental para Laura. Antes de se comprometer com um plano de tratamento para seu caso avançado de CBC, a equipe passou um tempo analisando as complexidades e o estágio da condição dela.
Laura é muito agradecida à equipe médica e às organizações que dão apoio e trazem avanços médicos para pessoas diagnosticadas com CPNM avançado no mundo todo.
Taxas de incidência e mortalidade por CPNM no mundo todo (por 100 mil)3

Menos de 4% dos casos de CBC e CCE se tornam avançados.1
As jornadas dos cuidadores
Laura e Sharon, como muitos outros, encontraram muita força em suas redes de apoio. Atualmente, quase 88% dos cuidadores de pacientes com câncer são membros da família, enfrentando a dificuldade do câncer com seus entes queridos.10
Vi sua força e sua capacidade de recuperação. Tenho muito orgulho dela. Estou muito feliz que minha filha ainda tem uma avó.
Bryhony
filha de Sharon
Sharon contou bastante com sua família durante o tratamento. Entretanto, ela conta que ficou preocupada com a reação de seus filhos já adultos quando contou sobre seu diagnóstico. Ela não precisou se preocupar: eles estiveram com ela em todas as etapas, especialmente sua filha, Bryhony.
"Minha mãe passou por uma jornada, e foi tudo muito rápido nos últimos anos", disse Bryhony. "Acho que ela não gostou de ter perdido sua independência, mas vi sua força e capacidade de recuperação. Tenho muito orgulho dela. Estou muito feliz que minha filha ainda tem uma avó, e ela é um grande exemplo a ser seguido."
Sharon em casa, em Maitland, Austrália, com sua filha, Bryhony, e sua neta.
Para Bryhony, assim como para o namorado de Laura, Simon, saber mais sobre a doença os ajudou bastante em suas jornadas como cuidadores. As pesquisas contínuas proporcionam novos tratamentos para CBC avançado e CCE, proporcionando mais opções para os pacientes e seus familiares.11
"Foram momentos difíceis", disse Simon, que admite que, inicialmente, ficou devastado com o diagnóstico de Laura. "Há algumas lacunas na conscientização sobre a doença que precisam ser tratadas. Gostaria que houvesse mais conscientização sobre o fato de que isso pode acontecer com qualquer pessoa".
Ser proativo em relação à proteção da pele
Sharon e Laura vivem muito longe uma da outra, em diferentes países, mas suas histórias mostram lições importantes aprendidas com suas experiências com CBC avançado e CCE avançado:
• Usar protetor solar e proteções externas, como chapéu e blusa com proteção UV, são prioridade e não algo para depois.12
• Fique atento a sinais novos, que mudam ou que não são usuais em sua pele.11,13
• Agende consultas regulares com dermatologistas. A detecção precoce é fundamental.14
• Se diagnosticado, consulte sua equipe médica para monitorar e ficar atualizado sobre os mais recentes estudos e avanços.12
As histórias de Sharon e Laura mostram como é importante ser proativo em relação à proteção e ao tratamento, bem como encontrar e ter o apoio de uma comunidade de pessoas que passaram por experiências similares.
Para mais informações sobre CPNM avançado, acesse oncoguia.org.br »
References
1.Samarasinghe V, Madan V, Nonmelanoma skin cancer. J Cutan Aesthet Surg 2012;(1): 3-10
2. Apalla Z, et al. Epidemiological trends in skin cancer. Dermatol Pract Concept 2017;7(2): 1
3. World Cancer Research Fund International. Cancer Trends. Disponível em
https://www.wcrf.org/cancer-trends/
4. Migden M, Chang A, et al., Emerging trends in the treatment of advanced basal cell carcinoma, Cancer Treat Rev 2018; 1-10
5. Thai, A.A. et al. Biology and Treatment Advances in CSCC. Cancers 2021;13(22): 5645
6.. Romana Č, Mikela P, et al., Nonsurgical treatment of nonmelanoma skin cancer in the mature patient, Clinics in Dermatology 2018; 177-187
7.Ciążyńska M, Kamińska-Winciorek G, et al, The incidence and clinical analysis of non-melanoma skin cancer, Scientific Reports 2021; 18
8. Cancer.Net. Skin Cancer (Non-melanoma): Introduction. Disponível em
https://www.cancer.net/cancer-types/skin-cancer-non-melanoma/introduction
9. National Comprehensive Cancer Network. NCCN BCC Guidelines Version 2.2022
10. National Alliance for Caregiving. Cancer Caregiving in the U.S. 2016
11. Cancer.Net. Skin Cancer (Non-melanoma): Latest Research. Disponível em:
https://www.cancer.net/cancer-types/skin-cancer-non-melanoma/latest-research
12.Skcin. Non-Melanoma Skin Cancers. Disponível em:
https://www.skcin.org/typesOfSkinCancer/NonMelanomaSkinCancers.htm
13. Cancer.Net. Skin Cancer (Non-melanoma): Symptoms and Signs. Disponível em:
https://www.cancer.net/cancer-types/skin-cancer-non-melanoma/symptoms-and-signs
14. Cancer.Net. Skin Cancer (Non-melanoma): Screening. Disponível em:
https://www.cancer.net/cancer-types/skin-cancer-non-melanoma/screening
Produzido para Regeneron/Sanofi por Reuters Plus: MAT-GLB-2204805.v1 03/23